Maria Eugênia Arantes Gonçalves
Se é assim com as questões objetivas, não há como explicar a insegurança de um estudante que recebe a nota da sua redação e não consegue nem mesmo imaginar o que foi julgado ali e como os corretores avaliaram seu texto. Disponibilizar as correções aos alunos, antes de ser um esclarecimento, será uma forma de torná-los mais seguros e confiantes. Para aqueles que já participam do exame desde seu primeiro ano no Ensino Médio, esse acordo funcionará também como uma bússola, para que ele se prepare melhor para o próximo exame, sabendo aquilo que deve ser mudado.
É muito difícil para nós, estudantes, nos localizarmos em meio à tantas matérias, termos e fórmulas, nos preparar para um exame que pode cobrar tudo - ou, às vezes, quase nada do todo que esperamos. Levamos quase quinze anos de nossa vida nos esforçando para conseguir entender a pequena fração das coisas que nos é passada na escola, muitas delas que são esquecidas ou perdidas com o tempo. Verificar o resultado de um exame desse tipo e não saber o que levou a ele nos coloca na mesma posição de quem busca o tratamento de uma enfermidade desconhecida - Se é que entende onde quero chegar.
Sem entrar nos prós e contras ou voltar a mencionar toda a reviravolta que o ENEM causou em suas últimas edições, acredito que, dessa vez, a medida tomada foi completamente acertada. Nada mais é do que um dever dos examinadores, deixar visível aos estudantes o que foi feito, justificá-lo. E cada vírgula desse termo recém-assinado trará melhorias ao exame e aos examinados. A estes, principalmente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário