As coisas são sempre avaliadas em educação. Os estudantes que o digam. Fazem prova disso e avaliação daquilo. São perseguidos pelos fantasmas das notas, cobranças dos pais e classificações escolares.
Quando uma escola nos avalia , seu principal objetivo deve ser o de apurar seu próprio trabalho. Dependendo de como for o desempenho dos estudantes, ela deve ou não prosseguir em sua maneira de propiciar o conhecimento e desenvolvimento dos alunos.
No geral, o que se percebe não é bem isso. As avaliações acabam sendo um fim em si mesmo e não um meio de crescimento. Assim, os alunos com notas altas são bons e com eles está tudo bem. Do contrário, têm um problema que deverão correr atrás. Não atingiram os objetivos propostos, não aprenderam, não se apropriaram do conhecimento que a escola oferece. Os métodos de avaliação, por sua vez, são só um modo de verificação de como as coisas andam no processo ensino aprendizagem, não são absolutos.
Tanto é assim que, observando a classificação das escolas de acordo com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as escolas têm se aproveitado do Enem para reverem seus trabalhos, o que num tempo tão pequeno dificilmente surtiria um efeito tão grande.
Essa e outras avaliações das instituições de ensino, assim como as dos alunos não devem servir apenas para garantir um status para quem é avaliado. Ano passado, algumas escolas tiveram problemas por não terem garantido um bom lugar na classificação do Enem.
No fim, os colégios acabam sendo vítimas de sua própria maneira de agir. Que as avaliações são necessárias, não há dúvida. No entanto, elas devem ser um meio de aprimoramento e crescimento. Ensinar e aprender é algo bastante dinâmico, não dá para reduzir a uma lista classificatória.
Sávio Henrique
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