Sobre a ''falta de informação'' que muitos fingem ter - principalmente quando se fala sobre escola - não é preciso nem dizer. Atualizar apostilas de português para que se adequasse às diferentes culturas e regiões já era algo que devia ter sido feito. Não falamos mais como no século XIX, porém muitos de nossos hábitos na fala vêm de muitos anos atrás. Cada um tem sua expressão, seu sotaque e maneira de se relacionar,isso deriva de fatos históricos, da colonização e das contantes transformações do tempo, que tornaram essa língua bem mais adaptada. É de se entristecer, quando vemos que além dos tantos preconceitos já existentes no mundo, ainda existe o preconceito linguístico. O sotaque é diferente, mas todos estamos no mesmo país, no mesmo território. Entede-se perfeitamente quando se diz "dá um copo pra mim tomar água" ou "Dê-me um copo d'água" . São maneiras diferentes de se transmitir a mesma mensagem. É preciso que se respeitem as diferenças, e que não se dê mais credibilidade a quem fala somente o português padrão, ou faça com que pessoas com sotaque carregado se sintam menos por isso. Nosso país precisa , antes de qualquer reforma ortográfica, mostrar que podemos ser poliglotas em nossa própria lingua, conhecer mais sobre o modo de comunicação e de vida que ajudou em nossa formaçao como brasileiros e como a população miscigenada que somos hoje. A lingua portuguesa padrão existe que se tenha referência , uma forma de se evitar expressões regionais que podem interferir no entendimento do restante do país,. Ela também serve para que se conheça nossa lingua, e para que se possa estudá-la. Quem diz "Dá um copo pra mim tomar água" está errado, do ponto de vista gramatical, apenas. Por isso, nao quer dizer que a lingua padrão deve ser FALADA por todos, pois a fala se difere da escrita em muitos aspectos. O repórter dizer "Como fica as concordâncias" é um exemplo de que o ser humano erra, e também de que ninguém precisou de um dicionário para decifrar essa mensagem, ela foi entendida por todos.
Logo, as particularidades da língua nas várias regioes devem ser conhecidas pelos brasileiros, mas não devem tirar deles sua identidade ou sua cultura no modo de falar.
Ana Clara
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